Carlos Lima
“Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza.”
Biografia
Carlos Fernando dos Santos Lima é Advogado, Consultor em Compliance e Procurador Regional da República Aposentado.
Formação Acadêmica
Bacharel pela Faculdade de Direito de Curitiba (atual Centro Universitário Curitiba), se graduando em 1980, cursou o Master of Laws em Cornell Law School – uma das mais tradicionais e importantes universidades norte americanas.
Carreira
Carlos Fernando dos Santos Lima Foi vice-secretário de cooperação jurídica internacional da Procuradoria Geral da República, Coordenador Criminal da Procuradoria da República do Paraná, Procurador Regional dos Direitos do Cidadão do Paraná e Procurador Regional da República em São Paulo.
É especialista em Compliance, com artigos e livros publicados, e Acordos de Colaboração Premiada e Leniência, inclusive tendo sido um dos responsáveis pela redação e celebração dos primeiros acordos celebrados pelo Ministério Público Federal, alguns dentre os maiores já celebrados no mundo. Também é reconhecido por sua expertise no combate à corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes do colarinho branco, bem como cooperação jurídica internacional, com inúmeros prêmios recebidos por sua atuação enquanto membro do Ministério Público Federal. Ministra aulas e palestras sobre esses temas.
Lava Jato
Foi membro da Força Tarefa do Banestado e da Lava Jato, duas das mais importantes investigações de crimes do colarinho branco mundiais. Antes de ser Procurador da República foi Promotor de Justiça no estado do Paraná.
Investigação da Arena Corinthians
De acordo com o procurador Carlos, há indícios de que as obras de construção da Arena Corinthians, conhecido como Itaquerão, em São Paulo, envolveram o pagamento de propinas por parte da empreiteira Odebrecht, alvo da 26ª fase da Lava Jato, batizada Operação Xepa, deflagrada em 22 de março de 2016.
O estádio foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. De acordo com o procurador Carlos Fernando Lima, a diretoria responsável pela supervisão da obra do Itaquerão aparece em documentos e tabelas apreendidos pela Polícia Federal que indicam o pagamento de propinas relacionadas à obra.
Em relação a outros estádios da Copa, o procurador afirmou que outras fases da Lava Jato já haviam indicado o pagamento de propinas envolvendo empreiteiras e que novos indícios estão sendo colhidos, “inclusive de delações que ainda estão em andamento”.
Menções
Carlos Fernando dos Santos Lima, é considerado por advogados de defesa como "o cérebro" por trás dos acordos de delação premiada. É a maior autoridade em colaboração jurídica internacional da equipe. É vice-secretário de cooperação jurídica internacional da procuradoria geral da República. Especialista em compliance, crimes do colarinho branco e colaboração premiada, fez mestrado em Cornell, nos Estados Unidos. Comunicativo, moveu as peças da investigação de modo a dar um "xeque-mate" reconhecido até por defensores dos investigados, que o classificam de "duro na queda". É escpecialista em delação premiada. "Negociar com ele é quase impossível˜, diz um advogado que representa uma das empreiteiras. "Ele ouve com muita atenção, deixa todo mundo falar. E no fim, diz não" Foi Carlos Fernando quem disse não a advogados da Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS e outras duas grandes empreiteiras, na véspera da deflagração da 7ª fase da Lava-Jato, uma quinta feiria, dia 13 de novembro Eles Propuseram pagar até R$ 1,2 bilhão em troca do encerramento das investigações e a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF. Carlos Fernando considerou a proposta "imoral". Para os Criminalistas que frequentam a sede da PF em Curitiba, onde estão presos os executivos e outros envolvidos na operação Lava-Jato, esta é a "turma 'sangue nos olhos'"; é assim que eles definem os procuradores da força-tarefa. Já foram chamados também de "Cavaleiros do Apocalipse".
- Valor Econômico Fonte
Um dos procuradores mais conhecidos da Operação Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima tem usado o Facebook como canal para emitir suas opiniões a respeito da crise política, causada pela delação premiada do empresário Joesley Batista. São poemas com mensagens cifradas e pedidos para que os brasileiros “acreditem no trabalho” do Ministério Público Federal (MPF) e comparações com séries de televisão. Na visão do procurador, a situação brasileira deixou de se encaixar com House of Cards – série da Netflix que trata dos bastidores da política brasileira –, e passou a ser melhor representada por outro sucesso, The Walking Dead, série de zumbis da rede AMC. Segundo ele, assim como o programa de TV americano, a política brasileira é “onde hordas de mortos-vivos, apodrecidos de alma e corpo, passam entre nós, contaminando tudo que poderia ser bom com o vírus da imoralidade e da corrupção”. Ele acusou de “relativismo moral” àqueles que diminuem o peso das acusações contra o presidente Michel Temer, feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “Nem também me digam que as gravações de Michel Temer não são estarrecedoras. Nenhum relativismo moral justificaria uma conversação onde são explicitadas as bases de tudo o que de errado, podre e vil a Operação Lava Jato tem tentado mostrar”, argumentou. Depois da brincadeira e da análise de conjuntura, o texto conclui com tons de oração: “Cumpramos a Constituição e nos livremos do mal. Amém”. Acostumado a publicar poemas e citar grandes pensadores em seu perfil, o procurador escolheu nos últimos dias, um poema do “boca do inferno”, Gregório de Matos, os sermões do padre jesuíta António Vieira e uma citação do pacifista americano Martin Luther King.
- Veja Fonte
Prêmios e Honrarias
Carlos Fernando é um dos procuradores que foi premiado pelo Global Investigations Review (GIR), responsável pelo portal de notícias consolidado no cenário internacional como um dos principais canais sobre investigações contra a corrupção e instituiu o prêmio para celebrar os investigadores e as práticas de combate à corrupção e compliance que mais impressionaram no último ano. Em seis categorias, foram reconhecidas práticas investigatórias respeitadas e admiradas em todo o mundo. A força-tarefa concorreu com investigações famosas como a do caso de corrupção na Fifa. Os países que disputaram o prêmio com o Brasil foram Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e Romênia.
Nacionais
Internacionais
- Prêmio da Global Investigations Review (GIR) de 2015;
- Prêmio da Transparência Internaciona Panamá de 2016;
- Prêmio Innovare Edição 13˚ de 2016;
- Prêmio da Global Investigations Review (GIR) de 2017.
Publicações
Artigos
- Carlos Fernando dos Santos Lima e Antônio Carlos Welter, Chamem o ladrão, O Globo, 13 de julho de 2016;
- O que é Poder;
- As Lições de 2020;
- A Maldição do Conhecimento;
- Vamos Pensar em Direitos Humanos;
- Nunca o mesmo Rio.