Operação Lava Jato
Buscamos aqui, definir o que foi a Operação Lava Jato, contudo, alguns meios de comunicação, como jornais, realizaram suas publicações as quais acreditamos serem interessantes publicaram aqui também.
Operação Lava Jato - Polícia Federal
No dia 17 de março de 2014, a Polícia Federal deflagrou a operação que viria a ser conhecida como Lava Jato, unificando quatro investigações que apuravam a prática de crimes financeiros e desvio de recursos públicos.
As operações receberam os nomes de Dolce Vita, Bidone, Casablanca e Lava Jato. Enquanto as três primeiras correspondem a títulos de filmes clássicos, escolhidos de acordo com o perfil individual de cada doleiro, o nome Lava Jato faz referência a uma rede de lavanderias e um posto de combustíveis de Brasília que era utilizado por uma das organizações criminosas investigadas inicialmente para movimentar dinheiro ilícito.
Num primeiro momento, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF/MF) registrou que o grupo realizou operações financeiras atípicas que superavam R$ 10 bilhões. O avanço das investigações permitiu descobrir que os doleiros facilitavam também o repasse de propinas ajustadas em desfavor da Administração Pública Federal e decorrentes de contratos públicos celebrados mediante fraude em processos licitatórios.
A análise do material apreendido nas diversas buscas determinadas pela Justiça Federal demonstrou a indicação política de agentes públicos que promoviam e facilitavam a contratação fraudulenta de bens e serviços com sobrepreço. Segundo informações de investigados e réus colaboradores, também houve a formação de cartéis em diversos setores econômicos, o que que causou grave prejuízo financeiro às empresas públicas contratantes. Fraudes em processos licitatórios eram realizadas para permitir a celebração de contratos das empreiteiras envolvidas no esquema criminosos com diversos setores da Petrobras.
O eventual envolvimento de agentes públicos e parlamentares, que gozam de foro especial por prerrogativa de função, fez que com que a Polícia Federal reforçasse grupo de trabalho que atua nos tribunais superiores. Cabe a essa equipe desenvolver as ações de polícia judiciária perante o STF e STJ. O seguimento das investigações policiais levou à deflagração de várias outras fases da Operação Lava Jato. As condenações, amparadas em amplas provas produzidas pela PF, decorreram naturalmente da constatação inequívoca de que se revelou um vasto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos sem paralelos na história brasileira.
A seguir, se apresenta um breve histórico da evolução das investigações:
Lava Jato 2014
Lava Jato (17/03/2014)
O foco da investigação foi a ação ilegal de doleiros, que utilizariam interpostas pessoas e empresas em nome de terceiros, para a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, previstos na Lei 7492/86. Suas atividades ilícitas seriam desenvolvidas com empresas e contas mantidas no Distrito Federal, mas as operações criminosas se estenderiam a diversos pontos do território nacional.
A operação contou com a participação de aproximadamente 400 policiais federais que deram cumprimento a 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva, em 17 cidades dos seguintes estados: PR (Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina e Foz do Iguaçu), SP (São Paulo, Mairiporã, Votuporanga, Vinhedo, Assis e Indaiatuba) DF(Brasília, Águas Claras e Taguatinga Norte), RS (Porto Alegre), SC (Balneário Camboriú), RJ (Rio de Janeiro), MT (Cuiabá).
Operação Lava Jato – 2ª Fase (20/03/2014)
Apuração da mesma categoria de crimes, com extensão do foco em outros doleiros. Foram cumpridos seis mandados de busca e um de prisão temporária.
Operação Lava Jato – 3ª Fase (11/04/2014)
Investigação com mesmo propósito decorrente das anteriores, sendo identificada a participação, dentre outros, de doleiro hoje colaborador da Justiça, mediante acordo de colaboração com o MPF. Foram cumpridos 23 mandados: dois de prisão temporária, seis de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo/SP, Campinas/SP, Rio de Janeiro/RJ, Macaé/RJ e Niterói/RJ.
Operação Lava Jato – 4ª Fase (11/06/2014)
Desdobramento técnico das anteriores, cumpriu um mandado de prisão preventiva.
Operação Lava Jato – 5ª Fase (01/07/2014)
A PF cumpriu 9 mandados judiciais: sete de busca, um de prisão temporária e um de condução coercitiva.
Operação Lava Jato – 6ª Fase (22/08/2014)
Desdobramento técnico da fase anterior, com cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, além de uma condução coercitiva no Rio de Janeiro/RJ.
Operação Juízo Final (14/11/2014)
Deflagrada para cumprimento de mandados de prisão cautelar, busca e apreensão e sequestro de bens. Foram presos os primeiros empreiteiros e operadores do esquema de distribuição de propinas obtidas mediante contratos com a PETROBRAS. Alguns deles tornaram-se colaboradores da Justiça, mediante acordo firmado com o MPF, o que, contudo, não impediu suas condenações pelo Juízo de primeiro grau.
Foram cumpridos 85 mandados judiciais: seis de prisão preventiva, 21 de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 49 de buscas nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, além do Distrito Federal.
Decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados.
Lava Jato 2015
Operação Lava Jato – 8ª Fase (14/01/2015)
Desdobramento técnico da anterior, levou ao cumprimento de mandado de prisão de ex-diretor internacional da PETROBRAS.
Operação My Way (05/02/2015)
Deflagrada para cumprimento de 62 mandados judiciais: um de prisão preventiva, três de prisão temporária, 18 de condução coercitiva e 40 de busca e apreensão e sequestro de bens nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina.
O aprofundamento das investigações pela Polícia Federal permitiu verificar que o esquema de fraude das licitações da PETROBRAS e consequente distribuição de propinas envolvia demais diretorias da estatal.
Operação Que país é esse? (16/03/2015)
Deflagrada para cumprimento de 18 ordens judiciais: dois de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 12 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ. Entre as prisões preventivas, a de um segundo ex-diretor da PETROBRAS, já condenado a 20 anos de reclusão.
Operação Lava Jato – 12ª Fase (15/04/2015)
Destinada a dar cumprimento a mandado de prisão preventiva de tesoureiro de agremiação político-partidária, identificado como recebedor de vantagens ilícitas decorrentes de fraudes em contratos com a PETROBRAS, bem assim para prisão temporária e condução coercitiva de outros associados. O referido tesoureiro, já exonerado de suas anteriores funções, já foi condenado a 15 anos de reclusão.
Operação Lava Jato – 13ª Fase (21/05/2015)
Constituiu desdobramento técnico da fase anterior, levando à prisão preventiva de operadores do esquema desvelado. Converteram-se em colaboradores da Justiça mediante acordo de delação premiada com o MPF.
No total, foram cumpridos 6 mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão, um de condução coercitiva e um de prisão preventiva nos estados do Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Operação Erga Omnes (19/06/2015)
Expandiu a investigação para os crimes de formação de cartel, fraude a licitações, corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro para duas grandes empreiteiras com grande atuação no mercado nacional e internacional.
Deflagrada para cumprimento de 59 mandados judiciais: oito de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 38 de busca e nove de condução coercitiva.
Entre os presos, o presidente de uma empreiteira. O executivo foi condenado, na primeira ação penal, a 19 anos de reclusão.
Operação Conexão Mônaco (02/07/2015)
O foco das investigações foi o recebimento de vantagens ilícitas no âmbito da Diretoria Internacional da PETROBRAS.
Foram cumpridos quatro mandados de buscas e um de prisão preventiva.
Operação Radioatividade (28/07/2015)
Outra frente da investigação apontou para a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações, além do pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal ELETRONUCLEAR.
A prisão temporária do presidente da estatal foi convertida em preventiva e após decisão do STF o caso foi desmembrado e remetido à Justiça Federal do Estado do Rio de Janeiro, onde o investigado se encontra hoje em prisão domiciliar.
Foram cumpridos 30 mandados judiciais, sendo 23 de busca, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva nas cidades de Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ, Niterói/RJ, São Paulo/SP e Barueri/SP.
Operação Pixuleco (03/08/2015)
Deflagrada para cumprimento de mandados de prisão preventiva de ex-ministro de Estado e de temporária em desfavor de outros investigados, após desenvolvimento das investigações por análise de material apreendido e informações oferecidas a partir de colaboração premiada.
Cerca de 200 policiais federais deram cumprimento a 40 mandados judiciais, sendo 26 de busca, três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e seis de condução coercitiva no Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal.
Operação Pixuleco 2 (13/08/2015)
Desdobramento técnico da fase anterior, com cumprimento de um mandado de prisão temporária e 10 de busca e apreensão em Brasília/DF, Porto Alegre/RS, São Paulo/SP e Curitiba/PR.
Operação Nessum Dorma (21/09/2015)
Os trabalhos decorreram do avanço das investigações nas fases 15, 16 e 17 da Operação Lava Jato. Nessa fase, um dos focos é a continuidade da investigação de um denunciado na 15ª Fase – Conexão Mônaco e de empreiteiras já investigadas na Operação Lava Jato.
Foi verificado que uma das empresas sediadas no Brasil recebeu cerca de R$ 20 milhões, entre 2007 e 2013, de empreiteiras já investigadas na operação, sob a acusação de pagamento de propinas para obtenção de favorecimento em contratos com a estatal.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 11 mandados judiciais, sendo sete de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e dois de condução coercitiva nas cidades de Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro.
Operação Corrosão (16/11/2015)
As ações policiais tiveram como alvo ex-funcionários de uma estatal investigados pelo recebimento indevido de valores por parte de representantes de empresas contratadas.
Em um segundo procedimento, foram cumpridas medidas que apuram a atuação de um novo operador financeiro identificado como facilitador na movimentação de recursos indevidos pagos a integrantes da diretoria dessa estatal.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva nas cidades do Rio de Janeiro/RJ, Rio Bonito/RJ, Petrópolis/RJ, Niterói/RJ e Salvador/BA.
Operação Passe Livre (24/11/2015)
As investigações apontaram para complexas medidas de engenharia financeira que foram utilizadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dos valores indevidos pagos a agentes públicos e diretores da estatal.
Cerca de 140 policiais federais deram cumprimento a 25 mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e seis de condução coercitiva nas cidades de São Paulo/SP, Lins/SP, Piracicaba/SP, Rio de Janeiro/RJ, Campo Grande/MS, Dourados/MS e Brasília/DF.
Lava Jato 2016
Operação Triplo X (27/01/2016)
Nesta etapa se apurou a existência de estrutura criminosa destinada a proporcionar a investigados na operação policial a abertura de empresas off-shore e contas no exterior para ocultar e dissimular o produto dos crimes de corrupção, notadamente recursos oriundos de delitos praticados no âmbito da PETROBRAS.
Em outro aspecto, a investigação policial apurou a ocultação de patrimônio através de um empreendimento imobiliário, havendo fundadas suspeitas de que uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato teria se utilizado do negócio para repasse disfarçado de propina a agentes envolvidos no esquema criminoso da mesma estatal.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, seis de prisão temporária e dois de condução coercitiva nas cidades de São Paulo/SP, Santo André/SP, São Bernardo do Campo/SP e Joaçaba/SC.
Operação Acarajé (22/02/2016)
O objetivo desta fase era o cumprimento de medidas cautelares relacionadas a três grupos: um grupo empresarial responsável por pagamento de vantagens ilícitas, um operador de propina no âmbito de outro grupo e, por fim, um grupo recebedor, cuja participação foi confirmada com o recebimento de valores já identificados no exterior que ultrapassam os sete milhões de dólares.
Destinada ao cumprimento de ordens de prisão temporária, depois convertida em preventiva, de profissionais do marketing político, de prisão temporária de outros investigados e para busca e apreensão em sede de empreiteiras já envolvidas com os delitos apurados. Se imputa aos profissionais da propaganda política o recebimento de vantagens econômicas ilegais no exterior, e aos demais investigados a responsabilidade pelos referidos pagamentos e a operacionalização dos mesmos mediante o já identificado esquema de distribuição de propinas derivadas do desvio de recursos públicos.
Cerca de 300 policiais federais cumpriram 51 mandados judiciais, sendo 38 de busca, dois de prisão preventiva, seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva. Os mandados foram cumpridos nos estados da Bahia (Salvador e Camaçari), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Petrópolis e Mangaratiba) e São Paulo (São Paulo, Campinas e Poá).
Operação Aletheia (04/03/2016)
Destinada a esclarecer aparente recebimento de vantagens de empreiteiras implicadas diretamente nas investigações da Operação Lava Jato, bem assim eventual ocultação de patrimônio de diversas pessoas.
Foram cumpridas 44 ordens judiciais: 33 de busca e 11 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Operação Polimento (21/03/2016)
Primeira fase internacional da Lava Jato, decorreu do cumprimento da prisão de um luso-brasileiro, que estava foragido desde julho de 2015 e é apontado como responsável pelo pagamento de propinas a ex-diretores da PETROBRAS.
Operação Xepa (22/03/2016)
Os trabalhos desenvolvidos nesta fase são um desdobramento da 23ª fase (Operação Acarajé). Verificou-se que um dos grupos empresariais envolvidos possuía um esquema de contabilidade paralela, destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas.
Há indícios concretos de que o grupo se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos.
Operação Carbono 14 (01/04/2016)
A Polícia Federal realizou diligências como parte da 27ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Carbono 14, em referência a procedimentos utilizados pela ciência para a datação de itens e a investigação de fatos antigos.
Cinquenta policiais federais cumpriram 12 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e dois mandados de condução coercitiva.
Operação Vitória de Pirro (12/04/2016)
A Polícia Federal realizou diligências como parte da 28ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Vitoria De Pirro, em dois estados e no Distrito Federal.
Cerca de 100 policiais federais deram cumprimento a 22 ordens judiciais: 14 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e cinco mandados de condução coercitiva. As medidas foram cumpridas nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Taguatinga e Brasília.
Operação Repescagem (23/05/2016)
A Polícia Federal deflagrou a Operação Repescagem, para dar prosseguimento às investigações de crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva a ativa, envolvendo verbas desviadas do esquema criminoso revelado no âmbito da Petrobras.
Policiais federais deram cumprimento a seis mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ e Recife/PE. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.
Operação Vício (24/05/2016)
A Polícia Federal deflagrou a Operação Vício. Essa fase, que contou com a participação da Receita Federal, tratou de investigações inseridas no esquema de corrupção e lavagem de ativos, decorrentes de contratos firmados com a PETROBRAS.
Cerca de 50 policiais federais e 10 servidores da Receita Federal cumpriram 28 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de condução coercitiva, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Operação Abismo (04/07/2016)
A Polícia Federal deflagrou a Operação Abismo, que conta com o apoio da Receita Federal, e teve por finalidade apurar fraude em processo licitatório e pagamentos de propinas a servidores da Petrobras.
Cerca de 110 policiais federais e 20 servidores da Receita Federal deram cumprimento a 35 ordens judiciais: sete conduções coercitivas, quatro mandados de prisão temporária, um mandado de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Operação Caça-Fantasmas (07/07/2016)
A Polícia Federal deflagrou a Operação Caça-Fantasmas, com o objetivo de investigar instituição financeira panamenha e apurar práticas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de ativos e organização criminosa transnacional.
Cerca de 60 policiais federais cumpriram 17 ordens judiciais: sete conduções coercitivas e 10 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Santos, São Bernardo do Campo e São Paulo, todas em São Paulo.
Operação Resta Um (02/08/2016)
A Polícia Federal deflagrou a 33ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Resta Um, tendo como objeto principal a participação da Construtora Queiroz Galvão no chamado “cartel das empreiteiras”, grupo de empresas que se organizaram com o objetivo de executar obras contratadas pela Petrobras.
Aproximadamente 150 policiais federais cumpriram 32 ordens judiciais, sendo 23 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e seis mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais.
Operação Arquivo X (22/09/2016)
A Polícia Federal deflagrou a 34ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Arquivo X, com o objetivo de investigar fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding (FSPO’s).
Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores cumpriram 50 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, nove mandados de prisão temporária e oito mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.
Operação Omertà (26/09/2016)
A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, deflagrou a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Omertà, com o objetivo de investigar indícios de uma relação criminosa entre um ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda com o comando da principal empreiteira do país.
Aproximadamente 180 policiais federais e auditores fiscais cumpriram 45 ordens judiciais, sendo 27 mandados de busca e apreensão, três andados de prisão temporária e 15 mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Operação Dragão (10/11/2016)
A Polícia Federal deflagrou a 36ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Dragão, com o objetivo de investigar dois importantes operadores financeiros responsáveis pela movimentação de recursos de origem ilegal, principalmente oriundos de relações criminosas entre empreiteiras e empresas sediadas no Brasil com executivos e funcionários da Petrobras.
Aproximadamente 90 policiais federais cumpriram 18 ordens judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em cidades dos estados do Ceará, São Paulo e Paraná.
Operação Descobridor (17/11/2016)
A Polícia Federal deflagrou a 37ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Descobridor. As equipes policiais cumpriram 17 ordens judiciais, sendo 14 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo e Santo André, em São Paulo, e Rio de Janeiro, Angra dos Reis e Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro.
Os fatos investigados estão relacionados principalmente a irregularidades de obras no Comperj, complexo de Manguinhos e reforma do estádio do Maracanã.
Lava Jato 2017
Operação Blackout (23/02/2017)
A Polícia Federal deflagrou a 38ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Blackout, com o objetivo de combater a atuação de operadores financeiros identificados como facilitadores na movimentação de recursos indevidos pagos a integrantes das diretorias da Petrobras.
Policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, no Estado do Rio de Janeiro/RJ.
Operação Paralelo (28/03/2017)
A Polícia Federal deflagrou a 39ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Paralelo, com o objetivo de apurar a atuação de operadores no mercado financeiro em benefício de investigados no âmbito da Operação Lava Jato. A investigação recaiu sobre recursos pagos a executivos da Petrobrás em contas secretas mantidas no exterior em nome de empresas off-shore.
Policiais Federais cumpriram 6 mandados, sendo 5 de busca e apreensão e 1 de prisão preventiva.
Operação Asfixia (04/05/2017)
A Polícia Federal deflagrou a 40ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Asfixia, com o objetivo de investigar empresas e seus respectivos sócios na operacionalização de um esquema de repasses ilegais de empreiteiras para funcionários da Petrobrás em decorrência da obtenção de contratos com a empresa.
Policiais Federais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 5 mandados de condução coercitiva nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Operação Poço Seco (26/05/2017)
A Polícia Federal deflagrou a 41ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Poço Seco, visando investigar complexas operações financeiras realizadas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo em Benin/África, com o objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas a ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.
Policiais Federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e três mandados de condução coercitiva no Distrito Federal e nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Operação Cobra (27/07/2017)
A Polícia Federal deflagrou a 42ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Cobra, com o objetivo de investigar ex-presidente do BANCO DO BRASIL e da PETROBRAS, bem como de pessoas a ele associadas, pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros.
Policiais Federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
Operação Sem Fronteiras e Operação Abate
A Polícia Federal deflagrou, simultaneamente, as 43ª e 44ª fases da Operação Lava Jato, intituladas Operação Sem Fronteiras e Operação Abate.
Na chamada Operação Sem Fronteiras é investigada a relação entre executivos da Petrobras e grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimento obtenção de contratos milionários com a empresa brasileira.
Na Operação Abate, a ação visa desarticular grupo criminoso que era apadrinhado por ex-deputado federal, cuja influência era utilizada para a obtenção de contratos da Petrobras com empresa estrangeira.
Policiais federais cumprem 46 ordens judiciais distribuídas em 29 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de condução coercitiva e 6 mandados de prisão temporária em São Paulo/SP, Santos/SP e Rio de Janeiro/RJ.
Operação Abate II
A Polícia Federal deflagrou a 45ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Abate II, com o objetivo de apurar a atuação de novos interlocutores que atuaram junto à Petrobras para favorecer a contratação de empresa privada e remunerar indevidamente agentes públicos.
Policiais Federais cumprem 4 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador/BA, Brasília/DF e Cotia/SP.
Operação Lava Jato (46ª)
A Polícia Federal deflagrou a 46ª fase da Operação Lava Jato com o objetivo de apurar a atuação de um grupo de executivos da Petrobrás que se uniu para beneficiar a empreiteira Odebrechet em contratações com a petroleira, mediante o pagamento de valores de forma dissimulada em contas de empresas off-shores estabelecidas no exterior.
Policiais Federais cumprem 10 ordens judiciais nas cidades do Rio de Janeiro/RJ e Recife/PE.
Operação Sothis
A Polícia Federal deflagrou a 47ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Sothis, com o objetivo de investigar empresas e seus respectivos sócios na operacionalização de um esquema de repasses ilegais de empreiteira para funcionário da TRANSPETRO, subsidiária da Petrobrás, em decorrência da obtenção de contratos para a empresa.
Policiais Federais cumprem oito mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão temporária e cinco mandados de condução coercitiva nos estados da Bahia, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo.
Lava Jato 2018
Operação Integração
A Polícia Federal deflagrou a 48ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Integração, com o objetivo de investigar casos de corrupção ligados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel Da Integração.
Policiais Federais cumprem 50 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.
Operação Buona Fortuna
A Polícia Federal deflagrou a 49ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Buona Fortuna, com o objetivo de investigar pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos por parte de consórcio de empreiteiras diretamente interessado nos contratos de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Policiais Federais cumprem 9 mandados de busca e apreensão, nos estados do Paraná e São Paulo.
Operação Sothis II
A Polícia Federal deflagrou a 50ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Sothis II, com o objetivo de apurar o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e atos de lavagem de dinheiro subsequentes em contratos da Transpetro.
Policiais Federais cumprem três mandados de busca e apreensão, nos estados da Bahia, Paraná e São Paulo.
Operação Dejà Vu
A Polícia Federal deflagrou a 51ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Dejà Vu, objetivando reunir elementos probatórios da prática dos crimes de corrupção, associação criminosa, fraudes em contratações públicas, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e de lavagem de dinheiro, dentre outros delitos.
Policiais Federais cumprem 23 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão, nos estados do Rio de Janeiro, no Espírito Santo e São Paulo.
Operação Favorecimento em Contratos (21/06/2018)
Na Operação Greenwich, a PF prendeu preventivamente Djalma Rodrigues de Souza, ex-diretor de Novos Negócios de Petropesquisa, acusado de receber R$ 17,7 milhões da Odebrechet entre 2010 e 2014. As investigações apontaram que esses repasses teriam favorecido a empreiteira na obtenção de contratos.
Operação Beto Richa Preso (11/09/2018)
Operação Lava Jato Cruza Atlântico pela Segunda Vez (25/09/2018)
Em sua segunda etapa internacional, a Lava Jato voltou a Portugal, com mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao operador Mário Ildeu de Miranda. Ele foi investigado por supostamente pagar propina de US$ 56,5 milhões, quantia repassada como resultado de operações indevidas envolvendo um contrato entre Petrobras e Odebrecht.
Operação Anel da Integração (26/09/2018)
O foco da Operação Integração II foi a investigação de casos de corrupção ligados à concessão de rodovias federais no Paraná envolvendo novamente o “Anel da Integração”. Um dos presos foi Pepe Richa, irmão de Beto Richa e secretário de Infraestrutura e Logística nos dois mandatos do governador tucano. Pepe foi acusado de usar dinheiro ilegal para adquirir um terreno em Balneário Camboriú (SC).
Operação Corrupção na sede da Petrobras (23/11/2018)
A Polícia Federal deflagrou a 42ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Cobra, com o objetivo de investigar ex-presidente do BANCO DO BRASIL e da PETROBRAS, bem como de pessoas a ele associadas, pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros.
Policiais Federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
Operação Sem Limites (05/12/2018)
Com atuação no Paraná e no Rio de Janeiro, as investigações apontaram para a existência de um grupo criminoso atuante nas áreas de negociações de compra e venda de petróleo e de afretamento de navios para a Petrobras. Objetivo era obter vantagens indevidas a executivos.
Lava Jato 2019
Beto Richa Retorna à Cadeia (25/01/2019)
Na primeira operação realizada em 2019, Beto Richa foi preso novamente acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa na concessão de rodovias estaduais. Investigações apontaram que o ex-governador recebeu R$ 2,7 milhões em propinas de concessionárias de pedágio do Paraná. Richa foi solto oito dias depois.
Transpetro volta a ser Alvo (31/01/2019)
A Polícia Federal deflagrou a 49ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Buona Fortuna, com o objetivo de investigar pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos por parte de consórcio de empreiteiras diretamente interessado nos contratos de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Policiais Federais cumprem 9 mandados de busca e apreensão, nos estados do Paraná e São Paulo.
Primeira denúncia em São Paulo (19/02/2019)
Na Operação Ad Infinitum, as investigações focaram em operadores financeiros que, entre 2010 e 2011, agiam para que a Odebrecht injetasse dinheiro em campanhas eleitorais e pagasse propina a políticos. As acusações de desvio de R$ 7,7 milhões em recursos e imóveis caíram sobre Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto), ex-diretor da estatal paulista Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), apontado como operador de esquemas envolvendo o PSDB. Foi a primeira denúncia da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo.
Disfarces de Mamon (08/05/20219)
Esta foi a primeira fase na qual foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede de um banco: o Banco Paulista, acusado de lavagem de dinheiro por meio de contratação de empresas de fachada para emitir notas de serviços não prestados e esconder pagamentos ilícitos. Entre 2009 e 2015, a instituição teria lavado mais de R$ 48 milhões, repassados pela Odebrecht, no exterior. Três executivos do banco foram presos. O nome da operação remete a um trecho da Bíblia: “Ninguém pode servir a dois senhores (…). Não podeis servir a Deus e a Mamon”. A explicação é que o banco envolvido usava suas informações privilegiadas para viabilizar atividades ilegais, ao invés de agir em prol da fluidez do sistema financeiro.
Propina Disfarçada de Doação de Campanhaeração (31/07/2019)
A Polícia Federal deflagrou a 42ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Cobra, com o objetivo de investigar ex-presidente do BANCO DO BRASIL e da PETROBRAS, bem como de pessoas a ele associadas, pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros.
Policiais Federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
Refinanciamento de Dívidas (21/08/2019)
Investigações da Operação Carbonara Chimica apontaram que a Odebrecht pagava propina periódica a dois ex-ministros visando a aprovação das Medidas Provisórias 470 e 472, que permitiriam refinanciar dívidas por meio da utilização de prejuízos fiscais da empreiteira como pagamento.
Prejuízo de R$ 6 bi nos Cofres Públicos (31/07/2019)
Policiais federais investigaram, na Operação Pentiti, crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, além de corrupção ativa e passiva envolvendo a Odebrecht, que podem ter causado um rombo de R$ 6 bilhões nos cofres públicos. Foram cumpridos, em São Paulo e Rio de Janeiro, mandados de busca e apreensão em endereços ligados à ex-presidente da Petrobras Graça Foster e ao fundador do BTG Pactual, André Esteves. Investigação teve como base depoimentos da delação premiada de Antonio Palocci.
Família Lobão (10/09/2019)
Na Operação Galeria, Márcio Lobão, filho do ex-ministro Edison Lobão, foi preso, acusado de participar de esquemas de corrupção envolvendo a construção da hidrelétrica de Belo Monte e empresas como a Transpetro. De acordo com o MPF, um escritório de advocacia ligado à família Lobão, no Rio, recebia dinheiro decorrente de pagamentos indevidos.
Funcionários do Banco do Brasil envolvidos (27/09/2019)
Operação Tango & Cash (23/10/2019)
Esta operação, que contou com a participação de 100 policiais federais, investigou um grupo de empresas cujo objetivo era vencer ilegalmente licitações de contratos com a Petrobras. Segundo as investigações, as propinas pagas seriam de 2% do valor de cada contrato, o que corresponderia ao montante de R$ 60 milhões.
Lava Jato na Suíça (20/11/2019)
A Polícia Federal deflagrou a 42ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Cobra, com o objetivo de investigar ex-presidente do BANCO DO BRASIL e da PETROBRAS, bem como de pessoas a ele associadas, pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros.
Policiais Federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
Operação Lula e OI/Telemar (10/12/2019)
Operação Óbolo (18/12/2019)
Na última operação do ano, a Polícia Federal focou em colher provas de crimes relacionados a contratos de afretamento de navios pela Petrobras, que somaram R$ 6 bilhões. As empresas envolvidas no acordo eram Maersk, Tide Maritime e Ferchem. Também foi investigado o repasse de informações privilegiadas que favoreceram essas companhias, em troca de pagamentos ilícitos a funcionários da Petrobras.
Lava Jato 2020
Operação Sem Limites II (18/06/2020)
A PF identificou novos indivíduos que auxiliavam e faziam parte da organização criminosa criada com o intuito de lesar a Petrobras, principalmente em sua área de trading, onde são realizados negócios de compra e venda de petróleo e derivados, junto a empresas estrangeiras e destinadas às atividades comerciais da estatal. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços da cidade do Rio de Janeiro, Petrópolis e Cabo Frio.
Operação Navegar é Preciso (19/08/2020)
Ação investigou fraudes em licitações e pagamento de propina envolvendo executivos da Transpetro e do estaleiro Eisa – Ilha S.A., na Ilha do Governador, zona norte do RJ. As investigações apontaram que parte dos envolvidos pagou “vantagem indevida” a executivos da subsidiária da Petrobras em troca de favorecimento e direcionamento do estaleiro em licitação para obtenção de um contrato milionário, para a construção e fornecimento de navios.
Vital do Rêgo Filho e CPMI (25/08/2020)
Operação Ombro a Ombro investigou o pagamento de propina ao ex-senador Vital do Rêgo Filho (MDB) quando o político era presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, instaurada no Congresso em 2014, para apurar crimes de corrupção dentro da estatal. Segundo a Polícia Federal, executivos de empreiteiras pagaram R$ 4 milhões para que não fossem investigados na CPMI.
Operação Sovrapprezzo (10/09/2020)
Sede da Petrobras voltou a ser alvo da ação da PF. Desta vez, os agentes investigaram um suposto esquema de fraudes em operações de câmbio comercial contratadas pela estatal com um banco de São Paulo. As transações de compra e venda de moeda estrangeira totalizariam mais de R$ 7 bilhões entre 2008 e 2011.
Operação Boeman (23/09/2020)
PF investigou contratos firmados por empresas do Grupo Seadrill com a Petrobras para o fornecimento de navios lançadores de linha (PLSV). Os contratos, que totalizaram R$ 2,7 bilhões, previam a construção e posterior uso em regime de afretamento por oito anos.
Mais uma vez a Petrobras (07/10/2020)
Na Operação Sem Limites III, os agentes investigaram o suposto pagamento de vantagens indevidas a funcionários da Petrobras entre 2009 e 2013. Elas seriam uma “contrapartida ao favorecimento a empresas que atuavam no ramo de compra e venda de combustíveis marítimos (bunker e diesel marítimo), com as quais a estatal negociava para abastecimento de navios de sua frota no exterior”, segundo a PF.
Operação Sem Limites IV (20/10/2020)
A PF investigou indivíduos acusados de práticas criminosas na antiga diretoria de abastecimento da Petrobras. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no RJ e em Niterói. Os crimes teriam sido cometidos durante a negociação de óleos combustíveis e derivados entre a estatal e trading companies (intermediárias) estrangeiras.
Operação Sem Limites V (26/11/2020)
Agentes investigaram supostas “práticas criminosas cometidas na Diretoria de Abastecimento da Petrobras, especificamente na Gerência Executiva de Marketing e Comercialização”. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Angra dos Reis e Araruama, no Rio de Janeiro.
Lava Jato 2021
Operação Vernissage (12/01/2021)
Márcio Lobão e Edison Lobão Filho, filhos de Edison Lobão (MDB), ex-ministro de Minas e Energia (2008 a 2014), estavam entre os alvos desta ação, que apurou um esquema de “fraudar o caráter competitivo” de licitações com o pagamento de propina a altos executivos da Petrobras e de outras empresas ligadas a ela, como a Transpetro.