Erika Marena
“Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza.”
Biografia
Erika Marena Paranaense de Apucarana, cidade do interior do estado, próxima a Londrina e Maringá, Marena nasceu em 1975. Na PF desde 2003, passou pela delegacia de crimes financeiros (Delefin) em São Paulo e coordenou força-tarefa CC5 em Curitiba, do Caso Banestado. Antes do início da Lava Jato, também atuou como professora da disciplina Lavagem de Dinheiro na Academia Nacional de Polícia.
Carreira
Marena foi delegada da Operação Lava Jato desde os seus primórdios e atuou como coordenadora da investigação em Curitiba. Ela, aliás, foi responsável por batizar a investigação que se tornou a mais famosa e comentada da história do País. No fim de 2016, saiu da força-tarefa da Lava Jato para chefiar a área de combate à corrupção e desvios de verbas públicas na superintendência da Polícia Federal em Santa Catarina.
Lava Jato
A figura de Marena é famoso no meio da PF e inspirou personagens retratados no cinema e na televisão. No filme de 2017 “Polícia Federal: A Lei É para Todos”, a personagem Bia da atriz Flavia Alessandra foi inspirada em Marena. Já na série da Netflix “O Mecanismo”, a personagem Verena Cardoni também buscou inspiração em Erika.
O nome de Marena para a equipe de Moro, atualmente delegada da Polícia Federal em Sergipe, chamou a atenção pelo seu envolvimento em um caso que aconteceu em setembro de 2017, ano em que foi a responsável pela controversa Operação Ouvidos Moucos, que resultou na prisão do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, acusado de tentativa de obstrução de justiça. Motivada por denúncias do então corregedor da UFSC, bem como, de outros membros do corpo docente da Universidade, a operação teve como objetivo investigar o desvio de recursos ao longo de diversas gestões. Após ter pedido de prisão representado pela Polícia Federal, Cancellier foi preso e afastado do cargo e da universidade, numa operação que contou com 115 policiais federais. Cancellier não tinha antecedentes criminais. Após ser liberado com um habeas-corpus, apenas condicionado a sua não ida ao campus, cometeu suicídio. O relatório final do inquérito não apresentou qualquer prova contra o reitor.
A delegada foi designada para a ocupar a Superintendência Regional de Polícia Federal no Estado de Sergipe em dezembro de 2017, dois meses depois da morte do reitor. O Ministério da Justiça investigou sua participação no caso, e após três pareceres concordantes decidiu arquivar a sindicância contra ela, por falta de provas.
Ao final de 2018, foi escolhida por Sergio Moro para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional.
Em 2020, foi exonerada do cargo pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça.
Caso Banestado
Érika considerou que existe um grupo de pessoas que foram presas naquela época e que são muito valorizados, por serem responsáveis pela lavagem de dinheiro, onde é preciso um estrangulamento econômico para combater o crime organizado.
"No caso Banestado, a investigação mostrou para nós que dinheiro sujo se comunica e, se investigar, vai ser possível achar todas as ramificações."
- Érika Marena
Menções
"Há uma demanda por lavagem muito grande. Seja para lavar o dinheiro, ou seja para usufruir do dinheiro sujo. Então a demanda por estes profissionais é muito grande. Lembro que eles voltam ao mercado, mesmo depois de passarem um tempo presos."
- Deltan Dallagnol
Prêmios e Honrarias
Carlos Fernando é um dos procuradores que foi premiado pelo Global Investigations Review (GIR), responsável pelo portal de notícias consolidado no cenário internacional como um dos principais canais sobre investigações contra a corrupção e instituiu o prêmio para celebrar os investigadores e as práticas de combate à corrupção e compliance que mais impressionaram no último ano. Em seis categorias, foram reconhecidas práticas investigatórias respeitadas e admiradas em todo o mundo. A força-tarefa concorreu com investigações famosas como a do caso de corrupção na Fifa. Os países que disputaram o prêmio com o Brasil foram Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e Romênia.
Nacionais
Internacionais
- Prêmio da Global Investigations Review (GIR) de 2015;
- Prêmio da Transparência Internaciona Panamá de 2016;
- Prêmio Innovare Edição 13˚ de 2016;
- Prêmio da Global Investigations Review (GIR) de 2017.